Uma nova política ambiental brasileira

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Ao completar o primeiro ano de mandato do atual governo federal, o Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles afirma que foram 12 meses cheios de desafios, enfrentados com trabalho árduo. “O presidente Bolsonaro assumiu o país com sérias dificuldades estruturais, não só em razão dos evidentes problemas econômicos, políticos e sociais herdados das gestões passadas, mas, também, por causa dos vícios de natureza organizacional, de gestão e de planejamento, que estavam profundamente arraigados na administração pública como um todo”, diz ele, em entrevista ao programa de TV do SIMPI “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”.

Segundo o ministro, isso não foi diferente no órgão que ele atualmente chefia, em que sua equipe técnica precisou suplantar diversas barreiras políticas e corporativas, quebrando muitos dos velhos paradigmas existentes e, assim, poder transformar a visão que se tinha de como fazer a gestão ambiental do país. “Entendemos que deve haver harmonia entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. Então, quando se tem um órgão ambiental que sempre diz não para qualquer iniciativa privada, seja ela do comércio, da indústria, da atividade imobiliária ou do agronegócio, isso por si só cria um problema grave de ausência de desenvolvimento econômico local”, diz ele, esclarecendo que o ministro Paulo Guedes foi preciso em seu discurso no Fórum Econômico de Davos, ao dizer que a pobreza é um dos principais contribuintes para o problema de desrespeito ambiental. “De fato, não há como falar de preservação do meio ambiente enquanto a população local está lutando para sobreviver. Ou seja, sem progresso econômico na região a ser preservada, não vai haver recursos para realizar nenhuma atividade de proteção ambiental”, explica ele.

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