Muito blá blá blá mas as “ajudas” do governo não chegam até a pequena empresa

ajuda não chega as microempresas
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Desde o início da pandemia consegue-se perceber as dificuldades que viriam com as medidas adotadas pelos governos estaduais e municipais, quando decidiram pelos fechamentos das empresas industriais e comerciais do país. O Congresso Nacional, assim como o Governo Federal, tomou medidas para evitar a grande quebradeira que viria por aí. O setor produtivo do país, vindo de uma enorme recessão dos tempos dos governos anteriores e que começava a respirar “sem aparelhos”, vê novamente o abismo se aproximar e pior ,com as portas fechadas, sem poder trabalhar com as contas fixas tendo que serem pagas e os funcionários tendo que se alimentar. Pesquisas nacionais feitas pelo Sebrae, mostraram que mais de 500 mil pequenas empresas sumiram do mapa, mas os números da Receita Federal do Brasil indicam que 664 mil empresas optantes do Simples foram abertas em plena pandemia. O que explica? Com certeza sabemos que os planos de governo não funcionaram. O Pronampe por exemplo só conseguiu ser utilizado em 6% de seus recursos e ainda assim com média de R$ 300 mil por tomador, ou seja, não são as microempresas. Mas é hora de perguntar, por que as ajudas não ajudam? A resposta é mais simples do que o governo possa imaginar, pois bancos e pequenas empresas nunca se bicaram. E o governo ao editar o sistema Pronampe, fez mais do mesmo. Como querer resultados diferentes se faz sempre do mesmo jeito? Dr. Paulo Guedes, quer saber como fazer? É só colocar o dinheiro nas contas das empresas. Os bancos não vão e não querem correr o risco de colocar o dinheiro na ponta para o pequeno, porque se houver inadimplência ele vai perder. A solução seria um depósito direto do governo na conta da empresa. O Governo Federal depositou o dinheiro para a economia informal, por que então o empresário que está na economia formal que tem CNPJ, endereço fixo, e trabalhando a muitos anos, não pode? A Receita Federal tem todos os dados, tanto que já enviou a todos que poderiam tomar o empréstimo a comunicação oficial.  Fica claro que mais uma vez, e ao contrário do que dita nossa constituição, teremos o tratamento diferenciado, mas ferrado. Isso não tem lógica. Podemos então concluir que o Ministro Paulo Guedes não entende de micro e pequenas empresas, assim como todos os que o antecederam, porém, isto não seria um problema caso estivesse sendo bem assessorado. Fato é que o ministro busca apoio em quem não sabe apoiar, em quem só quer faturar em cima das micro e pequenas empresas vendendo cursos e consultorias inóquoas neste momento. Enquanto o Ministro Paulo Guedes não conversar diretamente com empresários de micro e pequenas empresas, nada vai mudar.

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