Crédito (ainda) não chegou à ponta

Crédito
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Apesar do cenário econômico mais favorável à oferta de crédito no Brasil, com a taxa básica de juros da economia (SELIC) caindo de 14,25%, em 2016, à mínima histórica de 4,5%, em 2019, os juros para empréstimos às pessoas físicas, porém, ainda não voltaram aos níveis anteriores da crise econômica no País, o que só deve acontecer em 2023, segundo as expectativas do Banco Central (BC). O elevado Spread Bancário – diferença entre o custo do dinheiro para o banco, ou seja, quanto paga ao tomar empréstimo, e quanto ele cobra para o consumidor na operação de crédito – ainda é a principal razão para isso.

Segundo José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, o alto índice de desemprego, a inadimplência, os custos administrativos, a tributação, a margem de lucro e, principalmente, a baixa competição no sistema financeiro são alguns fatores que compõem o Spread Bancário, e que, necessariamente, não mudam com a redução taxa básica de juros. “Porém, com a implementação do cadastro positivo e os ajustes na gestão do compulsório, entre outras providências, a tendência é que os juros comecem a cair de forma mais gradual e consistente a partir do ano que vem”, aposta o especialista.

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