Corte histórico na taxa SELIC

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Na sua primeira reunião em 2020, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) decidiu realizar um corte de 0,25 pontos percentuais na taxa básica de juros da economia brasileira, conhecida também como SELIC (abreviação de “Sistema Especial de Liquidação e Custódia”), atingindo o patamar de 4,25% ao ano. Essa redução histórica indica que permanece um certo otimismo em relação ao crescimento econômico do país, mas que gera impactos consideráveis, principalmente para os investimentos.

De fato, a redução da SELIC diminuiu os rendimentos da Caderneta de Poupança e do Tesouro Direto, que são as fontes de aplicação preferidas dos brasileiros. O rendimento da poupança, por exemplo, passou de 3,15% para 2,98% ao ano, ou seja, um rendimento inferior ao da inflação prevista para 2020, que é de 3,4%, o que, segundo especialistas, motivou os investidores a assumirem um pouco mais de risco, apostando em títulos de renda variável, tendência essa que já notada pelo aumento de aplicações pela Pessoa Física em ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e em fundos imobiliários.

Já em relação ao crédito, porém, essa redução não deverá chegar à ponta, como sempre, por causa da manutenção do SPREAD bancário em níveis elevados pelas instituições financeiras, mantendo os altos juros cobrados do consumidor final.

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