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Como o sistema internacional vai se acomodar com o crescimento da China? (1)

ComoComo o sistema internacional vai se acomodar com o crescimento da China? (1) 1 o sistema internacional vai se acomodar com o crescimento da China? 

“Estamos diante de um evento raro na história, que é esta transição de poder prestes a ocorrer entre um país democrático, que são os Estados Unidos, e outro mais autocrático, que é a China. De um lado, uma potência estabelecida e, de outro, uma potência em ascensão.

Em diversos momentos da história, isso resultou em guerra para definir qual a potência dominante”, alerta Carlos Gustavo Poggio, professor e pesquisador na área de Relações Internacionais em entrevista exclusiva ao programa “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”. Para ele, a pandemia acelerou o confronto entre EUA e China, fazendo com que os norte-americanos passassem a tratar os chineses como adversários. “O resultado disso definirá o futuro das relações internacionais.

O mundo agora quer saber como a China pensa a ordem internacional e qual a sua proposta”, afirma. Anos depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, estamos agora entrando numa nova era das relações internacionais.

De acordo com o professor, naquele momento, os EUA redirecionaram a sua política externa para a luta contra o terrorismo. “Hoje, essa postura é considerada um erro”, explica. Segundo o professor, enquanto os EUA gastavam muitos trilhões de dólares e perdiam tropas, ocorria a ascensão chinesa e os norte-americanos perceberam que o verdadeiro desafio do século 21 não é combater grupos terroristas, mas a disputa entre grandes potências, no caso, com a China. “Pode não haver guerra entre China e EUA, mas provavelmente uma ciber-guerra, pois, os conflitos atualmente entre nações se manifestam na disputa tecnológica, comercial e, eventualmente, em algum conflito localizado”, ressalta. De acordo com Poggio, o presidente Biden acredita que a grande vantagem em relação à China é o arco de alianças formado ao longo do tempo com países europeus e do pacífico.

Enquanto isso, os chineses se aproximaram do Talibã com pacote de ajuda contra covid e dispostos a aumentar sua influência naquele país. “O Afeganistão é um país estrategicamente localizado, uma ponte entre Ásia e Oriente Médio. Portanto, sua posição geográfica será um elemento claro de disputa entre China e EUA”, adverte o professor. Poggio pontua ainda que estamos vendo a ascensão de nacionalismos, populismos, protecionismo. “Uma certa reversão do processo de globalização e retorno a formas antigas. Teremos disputas em diversos setores, como tecnológico, econômico e cibernético”, conclui.

Assista:   https://studio.youtube.com/video/GyDfopV-Uvo/edit

SIMPI Mato Grosso

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