O Brasil e o menor crescimento da economia mundial

Quena na economia mundial
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Segundo recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de crescimento da economia mundial será menor do que havia sido previsto, ou seja, de 3,0% ante 3,2% do levantamento anterior. O professor-doutor em Finanças Corporativas e Mercados Financeiros pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Joelson Sampaio, explica quais são as implicações dos resultados desse relatório para o nosso país. “O Brasil tem relação comercial muito forte com a Europa, Estados Unidos e Ásia, e, quando vemos o desenrolar desse conflito entre China e Estados Unidos, bem como o BREXIT, isso acaba afetando o crescimento da economia de todo o mundo, inclusive do Brasil, que tem uma matriz de exportação muito voltada para commodities e que, com essa desaceleração, também experimentará um crescimento econômico menor”, afirma ele.

Segundo o professor, trata-se de um enorme desafio para o governo brasileiro que, além da necessidade de avançar nas suas pautas de reformas estruturais, precisa alavancar seu crescimento econômico, há muito prejudicado pela crise, que gerou quase 13 milhões de desempregados e fez o país andar de lado, ou seja, de ter crescimentos em torno de pífios 1%. “O nosso maior desafio é movimentar a economia e promover seu crescimento. Para isso, o relatório do FMI também destaca que o Brasil precisa avançar nas suas reformas e melhorar a questão fiscal, para que, com isso, possa voltar a conquistar a confiança dos agentes econômicos e dos investidores internacionais”, diz Sampaio. “Se fizer sua lição de casa, poderemos aproveitar uma importante janela de oportunidade deixada pelo conflito comercial entre a China e os Estados Unidos, de forma a promover mais negócios e melhorar a balança comercial”, conclui.

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