A força dos pequenos jornais

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Vivemos um momento em que a predominância do ambiente virtual e sua influência em nossas vidas é algo muito grande, quase imensurável, principalmente com o advento do marketing digital, da comunicação online e das mídias sociais. Atualmente, cerca de 4 bilhões de pessoas em todo o mundo já estão conectadas ao mundo virtual graças à internet, que permitiu o acesso massificado a dados e às informações em tempo real, inclusive para facilitar as conexões e interações entre pessoas, grupos e organizações que compartilham os mesmos interesses e valores, ou não.

Segundo Antônio Carlos Cimino, presidente do Sindicato das Editoras dos Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo e diretor do Jornal da Zona Leste, embora os jornais de bairro tenham acompanhado essa evolução, inserindo-se também no meio virtual, o noticiário impresso em papel é o que ainda predomina na preferência dos leitores. “Pouca gente sabe, mas, só na capital paulista, veiculamos mais de 2 milhões de exemplares por semana, atingindo cerca de 10 milhões de leitores, o que nos qualifica como a segunda maior imprensa desse segmento no mundo, perdendo apenas para os EUA”, diz ele.

Cimino afirma que essa preferência não se resume apenas pela comodidade aos leitores, que recebem o tradicional veículo físico de graça na porta de suas residências, mas, também, pelo diferencial do seu conteúdo. “As notícias dos jornais de bairro tratam de fatos, pessoas e assuntos que impactam diretamente os leitores em seus ambientes diários de convívio”, diz ele. “Além disso, como o jornal de bairro impresso acaba passando de mão-em-mão, as notícias permanecem vivas por muito mais tempo, ao contrário daquelas veiculadas pela grande mídia que, por serem globais, chegam a ficar obsoletas de um dia para o outro, ou, pior ainda, no caso das mídias digitais, que se desatualizam em questão de horas”, conclui o jornalista.

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