NOTÍCIA

A Economia em 2021 

A Economia em 2021 

Pela primeira vez na história, em 2020, todos os países e setores pararam ao mesmo tempo, gerando preocupação e pessimismo. Mas, foi também a primeira vez que as nações agiram rápido e ao mesmo tempo. “Juros foram reduzidos e foi injetada liquidez. O resultado foi surpreendente: uma recuperação em V com retomada forte na maioria dos países. No Brasil, a recessão de 9% projetada pelo FMI anteriormente deve ficar em torno de 4,5%”, avalia Roberto Padovani economista-chefe do Banco BV, em entrevista ao programa “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”.

No Brasil, muitas empresas quebraram, o desemprego chegou a 14% e o poder aquisitivo diminuiu. Para o primeiro trimestre de 2021, com o fim do auxílio emergencial, a sensação será a de caminhar para trás, avalia Padovani. “Teremos menor crescimento, menos gasto público, desemprego elevado e dívida pública alta, tornando o ambiente incerto”, afirma.

Para o setor do agronegócio brasileiro, será positivo, garante o economista, devido à combinação de preços internacionais favoráveis, câmbio desvalorizado, juros baixos e produções recordes. “Já vivemos ambientes confusos com taxas reais negativas, mas este talvez seja o primeiro momento na história que temos alguma estabilidade política e econômica ao mesmo tempo. O ano começa ruim e melhora gradualmente”, avalia. Serão beneficiados o mercado imobiliário, o de bens duráveis, de eletroeletrônicos, de automóveis e outros setores expostos a crédito”, frisa. Para Padovani, com a vitória de Biden nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas globais tendem diminuir em um contexto de muito dinheiro circulando. Assistirhttps://youtu.be/REtXfB4kIiI

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