Safadeza…

Foi nestes termos que o senador Oriovisto Guimarães  (Pr) classificou o projeto de lei enviado pela câmara ao senado, do fundo eleitoral. Embora favorável ao fundo, note-se que o setor produtivo é contra, não conseguiu conter sua indignação com o projeto e não poupou adjetivos contra a desfaçatez do que foi aprovado pela câmara. Já o jurista Modesto Carvalhosa, enojado, detonou: “Corrupção era crime. Agora é lei.” O fundo eleitoral surgiu após o STF, a pedido da OAB, vetar a participação de recursos de pessoas jurídicas no financiamento de campanhas eleitorais. O STF considerou inconstitucional doações de empresas privadas, que vinham sendo feitas desde a eleição de Collor. E o pedido da OAB deu-se após o fiasco nos episódios envolvendo a Odebrecht, OAS, JBS, entre outros, onde flagrou-se  a relação incestuosa entre o público e  determinadas empresas do setor privado.  Depois disso, houve uma tentativa de captar recursos apenas de pessoas físicas, o que foi um tremendo fracasso, evidenciando o desinteresse  e o deboche do eleitor. Os que produzem em nosso país estão perplexos e assistem mais uma tentativa do Congresso, de “sangrar” os cofres públicos em mais 3,6 bilhões de reais, mesmo custando aos pagadores de impostos 12 bilhões de reais por ano.

Mais uma vez, o episódio deixa às claras, o quanto os políticos estão alienados e distantes da sociedade brasileira. Dão ai um sonoro “dane-se o resto”, ignorando o grande número de empresas que estão deixando de existir, assim  com o altíssimo  número de pais de família  sem emprego.

Resta-nos esperar que o presidente Bolsonaro vete esse novo ataque despudorado à democracia, cumprindo sua promessa de campanha de combate à corrupção.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *