Cadê o dinheiro?

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Passados três meses desde a chegada da pandemia de Covid-19 ao país, a dificuldade de acesso ao crédito para empresas de menor porte persiste. No caso das micro e pequenas indústrias, 70% dos empresários consultados pelo Datafolha em pesquisa encomendada pelo    SIMPI avaliaram que as medidas governamentais de combate à crise não chegaram à ponta. “Vemos um rol de medidas que demonstram boa vontade, mas há dúvidas sobre sua eficácia”, avalia o presidente do    SIMPI/SP, Joseph Couri. Foram consultados 257 micros e pequenos empresários industriais entre os dias 6 e 15 de junho. Na enquete, 29% dos entrevistados informaram que tiveram algum cliente que deixou de comprar porque entrou em falência ou em recuperação judicial desde o início da crise. Com as medidas de isolamento social necessárias para enfrentar a pandemia, os recursos disponíveis em caixas das empresas são escassos, devido ao tombo da demanda. O risco de falir nos próximos 30 dias é mencionado por 16% das empresas ouvidas, enquanto 14% consideram entrar com pedido de recuperação no período. O Programa Nacional de Apoio às Microempresas (Pronampe), que começou a funcionar e tem cobertura de 85% da carteira de empréstimos, também deve ser de pouca ajuda para o setor na visão de Couri. “Não adianta o governo garantir até 100% da inadimplência, como está discutindo, se não mudar como é feita a análise de crédito. Pelo sistema tradicional não vai liberar dinheiro algum”, criticou.

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